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quinta-feira, 14 de abril de 2011


"It shouldn't hurt me to be free..."



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

frames do delicioso 'grandes esperanças'

Pra sair da sua boca, pra ser pronunciada. Como suspiro, como benção, como desgraça.
Crio liberdades, cavo intimidades e absorvo você mais cedo ou mais tarde.
Vai doer do mesmo jeito. Vai sangrar e abrir sempre que cicatrizar.
Porque é maldito. Porque é meu.
Na minha língua e na sua, pronunciada.

domingo, 21 de novembro de 2010


colírio para dias nublados

domingo, 14 de novembro de 2010

A intenção não é mudar nada. Até porque algumas coisas realmente foram feitas pra não durar, pra acabar mesmo e nunca mais terem volta. Eu posso escrever mil coisas que você nunca vai ler pelo simples fato de que eu não quero mostrar. Coisas além dessas.

As duas partes da minha cabeça estão de acordo agora. Elas acham que você vai ser um babaca depois de ler isso. Mas não importa.

É que eu sinto falta.

Uma falta estranha e que já devia ter sido curada por uma questão matemática. Um mês junto menos vários meses separados é igual a esquecimento. É exato. É natural. É assim que deveria ser. E seria assim se eu acreditasse mais em coincidência e conveniência e menos em destino. Se eu fosse mais ciências exatas e menos ciências humanas. E menos verdade. E menos sangue quente. E menos Lorena. E menos.

Não adianta rezar de joelhos pro deus que eu acredito, não adianta aplicar os conselhos que recebi, não adianta beijar outros homens, não adianta dormir com eles. Nada adianta. Todas as vezes que estou sozinha eu penso nisso. Todas as vezes que estou (levemente) bêbada, eu penso nisso. Todas as vezes que quero alguma coisa, eu quero isso.

E esqueci o meu passado. Parece que tudo o que existia antes ficou opaco. Só isso parece real, apesar de ter certeza de que foi real só pra mim. Apesar de todos verem uma mentira que só eu acreditei.

O que quero com isso? Nada. Apenas registrar o fim de uma fase que a partir desse instante faço questão de encerrar. Só pra fechar o ano leal aos meus princípios.

terça-feira, 5 de outubro de 2010


Das vantagens de ser imprevisível:

n°1: Deixar o seu ex-namorico com cara de tacho sem saber o que pensar sobre você, pensar durante um tempo satisfatório em você e buscar explicações para o que simplesmente não tem explicação. Sonhar que estava comendo você (com raiva, o que torna tudo ainda melhor).


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
pablinho

terça-feira, 21 de setembro de 2010

perfecta


Cómo decir que me parte en mil
Las esquinitas de mis huesos?
Que han caído los esquemas de mi vida
Ahora que todo era perfecto?
Y algo más que eso
Me sorbiste el seso
Y me deciende el peso
De este cuerpecito mío
Que se ha convertío en río
De este cuerpecito mío
Que se ha convertío en río

Me cuesta abrir los ojos
Y lo hago poco a poco
No sea que aún te encuentre cerca
Me guardo tu recuerdo
Como el mejor secreto
Que dulce fué tenerte dentro

Hay un trozo de luz
En esta oscuridad
Para prestarme calma
El tiempo todo calma
La tempestad y la calma
El tiempo todo calma
La tempestad y la calma

Siempre me quedará
La voz suave del mar
Volver a respirar
La lluvia que caerá
Sobre este cuerpo y mojará
La flor que crece en mi
Y volver a reír
Y cada día un instante volver a pensar en ti

En la voz suave del mar
En volver a respirar
La lluvia que caerá
Sobre este cuerpo y mojará
La flor que crece en mi
Y volver a reír
Y cada día un instante volver a pensar en ti...

siempre me quedará - bebe

domingo, 19 de setembro de 2010


Ela estava congelada, parada, imóvel, estátua.

O vento rompia nela, os flashes da câmera a cegavam.
Queria que capturassem suas lágrimas, o sangue no peito,
que ela chorava.

Por invadirem seu corpo, seu território selvagem.

O corpo absorto no fogo, no calor do corpo, no fogo indomável.
Dissimulava o choro,

exibia a pele exposta

e sangrava.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010



"quanto ao homem zangado, ele é um estranho pra mim e não sinto que seja errado ter ódio dele. agora estou aprendendo que, se digo palavras ásperas para o homem zangado, estou ao mesmo tempo magoando os outros, aqueles que não quero magoar: o homem brincalhão que me caçoa(va), o homem sério que fala(va) sobre dinheiro e o homem paciente que me dá(va) conselhos. no entanto, eu olho para o homem paciente, por exemplo, a quem quero acima de tudo proteger de palavras ásperas como as minhas e, embora eu me diga que é o mesmo homem que os outros, só consigo acreditar que falei aquelas palavras não para ele, mas sim para um outro, meu inimigo, que merecia toda minha raiva."

tentando aprender - lydia davis

segunda-feira, 6 de setembro de 2010


"não me machuques assim...
não tire mágoas, não tire mágoas de mim
"


amor marginal




-Por que você não consegue parar de falar disso, Lorena?

-Não sei! Eu quero parar, eu quero esquecer! Me ajuda a esquecer... Conserta a minha cabeça!

-Você tá triste...

-Não tô...

-Tá sim!

-Eu sou triste na maior parte do tempo. Mas não se preocupe, eu nunca tô realmente triste.


domingo, 5 de setembro de 2010




-Credo, isso é ruim demais!

-Vem aqui lavar a boca... As mulheres gostam disso.

-Elas não gostam, elas fingem que gostam. A diferença é que eu não finjo.

-...

-Nossa, caiu no meu cabelo.

-É porque você é doida!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010


por onde anda seu desejo andam seus pés...



[verso lindo de um poema lindo do meu querido amigo Emerson.
e que se encaixa perfeitamente na personalidade da Lorena.]

domingo, 22 de agosto de 2010


Dizem que foi chorando,
sorrindo,
cantando.
Os meus amigos até disseram que foi amando
amando...



5 min - marisa monte

sábado, 21 de agosto de 2010


Mensalmente, sente uma dor nas entranhas tão absurda a ponto de fazê-la gritar e implorar a Deus por misericórdia. Segundo o pai, - não Deus, o pai biológico - este é o sinal evidente do karma que carrega por ter feito um aborto na encarnação passada. Ela gosta de crianças. Crianças e animais. Seu ex-namorado olhava pra ela com olhos macios e encantados quando ela falava carinhosamente sobre o amor que sente pelos animais ou sobre a beleza de alguma criança que viu na rua. Naqueles momentos sentia que ela era a mulher com quem iria se casar. O namoro deles durou um mês. Tempo suficiente para ele amá-la loucamente, morrer de ciúmes dela, sentir pavor ao pensar em perdê-la, mandar aproximadamente 500 mensagens pro celular dela, fazer declarações de amor típicas de quem nem saber o que é amor, apresentar a bela moça pra todos os amigos, para os vizinhos, para a família, para os conhecidos e para os animais de estimação, que a odiaram. Tinham ciúme dele. Namoraram tempo suficiente para ela saber quem ele de fato era. Aliás, ela sabia perfeitamente quem ele era desde a primeira vez que ficaram. Ignorou sua intuição porque os amigos dizem que ela é impaciente demais. De qualquer forma, o ex-casal viveu muito bem esses pouco mais que 30 dias de união. Ela tem saudade dele.

domingo, 15 de agosto de 2010


-Me beija.
-Lorena, se eu te beijar isso nunca vai acabar.

Ela bate a porta do carro.


-Lorena!

What's new?

We're not lonely but we miss you...


sábado, 31 de julho de 2010

Daniel, seu paletó pós-moderno e nossas memórias in the cage.


And love me for my mind, 'cause i'm a dangerous heart
...

sexta-feira, 30 de julho de 2010


Abro com as mãos, te deixo olhar
Te levo pra dentro devagar
Sempre venho aqui nesse lugar...
tomar xerez da tua boca
Provar o sal do mar, mostrar um verso
provar um "amor eterno" (não acreditamos nisso)


Onde a sua mão está agora?
A minha você sabe bem...

Quanto mais tempo demora, mais violento vem.


[derretendo satélites - paula toller]