Mostrando postagens com marcador brainstorm. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador brainstorm. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de julho de 2010

So I wanna say thank you:

'Cause it makes me that much stronger
Makes me work a little bit harder
Makes me that much wiser
So thanks for making me a fighter
Made me learn a little bit faster
Made my skin a little bit thicker
It makes me that much smarter
So thanks for making me a fighter

sexta-feira, 5 de março de 2010



Os gatos são pardos, selvagens e saem à caça.

É sábado numa cidade cinza e automatizada, onde todos andam sobre rodas. As noites são densas, carregadas do cheiro de asfalto molhado, decadência e sonhos perdidos de jovens egos inflamados.

Felinos pardos selvagens saem de esconderijos iluminados por aparelhos de TV. Levam consigo seus jovens egos inflamados à caça.

Encontram-se em abrigos subterrâneos com jogos de luzes e flashes capazes de causar confusão mental e cegueira momentâneas. Todos se vestem à caráter, como o esperado. Seriam uniformes se não insistissem em imprimir nas roupas um pouco de personalidade. Dividem-se geralmente por gêneros em grupos e duplas, mas existem também os animais solitários. A verdade é que todos estão mesmo sozinhos.

Provavelmente nunca se viram, porém compartilham o gosto por abrigos subterrâneos pouco ventilados. Animais solitários buscando conforto e aprovação entre estranhos. Um refúgio pós-moderno decorado pela mistura de conceitos futuristas, pop art e balcões de madeira rústica. Resultado de uma busca frustrada por originalidade. Quem se importa?

O som tem um volume capaz de não deixá-lo pensar ou ouvir quem fala com a boca colada na sua orelha, mas não tão alto a ponto de torná-lo surdo. Eliminem a conversa, mantenham os corpos grudados. Os gatos fecham os olhos, movimentam-se no ritmo, ficam excitados. Lançam olhares lascivos, ganham confiança bebendo leite aditivado. Anestesia geral. Generalizada.

[Aniquilem nossos sentidos. Dêem-nos prazer. Façam-nos esquecer que caminhamos para o nada. Somos animais perdidos, acumulamos fracassos, nos sentimos culpados. Pequenas luzes de esperança batendo no mundo. Apagando-se no compasso do tempo.]

Enquanto a madrugada avança do lado de fora, o ar do subsolo fica cada vez mais carregado. Fumaça, suor, tesão, oxigênio condensado. Sorrisos de sábio chinês nos lábios, olhos semicerrados. Chegamos a um novo estágio agora, de esvaziar o corpo e encharcar a alma. Uma grande oportunidade de entrarmos em contato com o outro mundo. Se acreditássemos nele.

Uma das felinas olha para o teto com admiração, alegria e perplexidade. Mantém os olhos fixos num ponto, ergue os braços numa tentativa de tocá-lo, sente-se iluminada. Jesus Cristo na boate? Impossível. Somos animais quase racionais, quase selvagens, quase civilizados. Não acreditamos no inexplicável. Seria apenas mais um ponto de luz se ela não estivesse chapada.

Substâncias ilícitas, hedonismo, autopiedade.
Animais degenerados.


domingo, 15 de novembro de 2009

Etcetera, etcetera... ♫

Os homens deveriam ser de corda. Aí vc daria corda quando quisesse usá-los e quando se tornassem obsoletos, era só deixar alí, em um cantinho. Ou colocá-los em um lixo de coleta seletiva para serem reciclados.

Deveria haver, em toda casa, um botão escrito "clear". E então, ao simplesmente apertá-lo, toda a sua casa - inclusive o quintal e os cachorros - ficariam limpíssimos e cheirosos. Enquanto a vassoura serviria apenas para espantar visitas indesejadas ou passar nos pés de alguém que não pretende se casar.

Deveria haver, no meu corpo, uma substância que me deixasse comer tudo e, ainda assim , continuar magra e saradíssima (com direito a barriga chapada e pernas incrivelmente duras).

Deveria haver alguma mágica que fizesse meu celular ter créditos ilimitados e, principalmente, meu cartão de crédito. E o que é melhor! Sem nenhuma fatura no final do mês.

Deveria haver uma terminação nervosa no cérebro das pessoas que as obrigasse a se preocupar mais com o bem das outras e com o meio ambiente. Não sei quanto a você, mas eu sinto dor sempre que vejo alguma imagem de desmatamento ou violência contra os animais.

Deveria haver uma casa toda feita de doces, assim como na história de João e Maria, só pra mim!!!

Deveria haver um produto que fizesse todos os pêlos do corpo feminino (menos sobrancelhas e cílios, é claro) caírem e não nascerem nunca mais e outro para as unhas, que as deixasse sem cutículas e prontas para passar esmalte. Além de uma pílula capaz de, milagrosamente, fazer meu cabelo crescer até a cintura de um dia pro outro.

Deveria haver 300 milhões de reais na minha conta. No mínimo.

Deveria haver um sensor em mim que me avisasse antes que eu vou me machucar.

Deveria haver alguma coisa que troxesse aqui pro meu lado o Daniel Johns. Ou o Johnny Deep. Ou o Michael Vartan (esse tem um olhar absurdamente apaixonante).

Deveria haver em mim asas, o poder de me teletransportar e de ler a mente da pessoa que eu quisesse, quando eu quisesse (um dom conveniente, eu diria).

Deveria haver um perfume que, quando o Coelho sentisse, se esquecesse completamente da Sra. Coelha Sortuda e do lugar que ele ocupa. E então, ele ficaria louco, deliciosa e completamente entregue às minhas vontades. Só às minhas, que fique bem claro!

Deveria haver, dentro de mim, uma segurança inabalável.

sábado, 7 de novembro de 2009

Cigarette brake


Tô com mania de fazer rima, fiz um poeminha fraco na aula de direito empresarial. Direito e publicitária não combinam. Sempre dá merda. Ou poema. Poemas da Lorena com rimas previsíveis na aula de direito empresarial são... Merda!

Ele fez parte da vida dela e na minha fez só uma participação especial. Especial pra mim, não pra ele.

Foda-se. Dane-se. Morra-se. Acovarde-se. Auto-sabote-se.

Não consigo.

Sou malcriada e falo palavrão. Sou malcriada e respondo à altura. Sou malcriada e não levo desaforo. Tenho um infarto fulminante se não for malcriada.

Vou casar com um astro do rock.

Vou casar? Ha-ha!
Casamento é convenção.